Festival Gastronómico
Esperamos por vocês :)

- Oi, estas muito calado, estas bem? – Perguntou
- Os meus pais resolveram começar o dia com uma bela discussão que me serviu de despertador. – Normalmente não comento isto com ninguém, mantenho-me do meu lado e deixo os meus pais resolverem os seus problemas sozinhos. Mas as coisas começam a encher e chego a um certo ponto que tenho de desabafar.
- Oh, compreendo… Já sabes, se puder fazer alguma coisa, é só dizeres… - Escreveu.
- Sim eu sei, és uma boa amiga :) – Naquele momento a minha mãe chamou-me para o almoço. – Vou almoçar, não é que esteja com muito apetite… - Escrevi-lhe de volta.
- Ok. Depois do almoço voltamos a falar. Beijoca! – A foto dela na janela do computador afastou-me um pouco o pensamento, mas tinha de ir almoçar e encarar os meus pais.
Ao chegar à mesa os dois estavam calados, com o olhar baixo. Nunca trocaram o olhar comigo. Eu cheguei também não disse nada. Sentei-me e almocei o mais rápido possível. Levantei-me logo a seguir e voltei para o quarto, sempre sem dizer uma palavra. Queria
voltar para o meu refugio, em que a música servia de escudo. Além disso sabia que do outro lado da janela do computador tinha a companhia agradável da Ana.
Retomei a conversa e sem que ela tocasse no assunto, eu acabei por lhe contar o que se passava com os meus pais. Fez-me bem desabafar. O facto de estar atrás do computador ajudou. Apesar dela não poder fazer nada foi uma boa ouvinte.
Já estava há algumas horas no computador, fechado no quarto, quando oiço discutir novamente. – Incrível, recomeçaram os berros! É impressionante, parece que gostam disto. Podiam ir para sítios diferentes da casa para se acalmarem, mas continuam na mesma divisão! – Escrevi.
- Porque não sais tu também um pouco de casa. Eu vou agora para a igreja. Porque não vens ter comigo? Iria fazer-te bem. – Não pensei duas vezes. Estava-me nas tintas se era uma oração ou não. Só queria sair dali e estar com quem eu gosto e eu gosto da Ana.
Ao passar pela sala, os meus pais estavam sentados no sofá com cara de quem se queria matar um ao outro. Decididamente falei:
- Vou sair. Vou levar o carro pequeno. – Disse-lhes.
- Aonde vais? – Perguntou a minha mãe de forma seca.
- Vou à igreja, à “Oração Taizé”. – A minha resposta fez com que as expressões deles mudassem de repente. Olhavam agora um para o outro, como se perguntassem se eu falava a sério. Não liguei e saí dali para fora.
Apresentação Festival Jota - 1ª Parte - Serra da Estrela - Paúl - Guarda - Entrevista Pe. Jorge Castela e Susana (Banda Jota)
Apresentação Festival Jota - 2ª Parte
Apresentação Festival Jota - 3ª Parte